Um novo estudo esclarece a forma como os consumidores de canábis percepcionam as suas capacidades de condução, revelando informações importantes sobre hábitos, riscos e autoconsciência ao volante.
Um estudo recente realizado por investigadores de Nova Iorque explora a forma como os consumidores de canábis percepcionam as suas próprias capacidades de condução e como a substância influencia o seu comportamento na estrada. Os resultados destacam tanto os equívocos comuns como os potenciais riscos associados à condução sob o efeito da marijuana.
Principais conclusões sobre a cannabis e a condução
O estudo, que inquiriu os consumidores de cannabis, concluiu que muitos acreditam que podem conduzir em segurança apesar de estarem sob o efeito da droga. Alguns participantes sugeriram mesmo que a cannabis tem pouco ou nenhum efeito nas suas capacidades de condução, enquanto outros admitiram ajustar o seu comportamento de condução – como conduzir mais devagar ou com mais cuidado – quando estão drogados.
No entanto, os especialistas alertam para o facto de a marijuana prejudicar o tempo de reação, a coordenação e a tomada de decisões, aumentando o risco de acidentes. A investigação está de acordo com estudos anteriores que sugerem que, apesar das percepções dos utilizadores, o consumo de cannabis afecta o desempenho na condução.
Mudança de atitudes do público
O estudo também examinou as atitudes do público em relação à condução sob o efeito da cannabis, revelando uma mudança na forma como os utilizadores e os não utilizadores percepcionam os riscos. À medida que a legalização se expande nos EUA, alguns condutores têm menos probabilidades de considerar a condução sob o efeito da canábis como perigosa do que a condução sob o efeito do álcool. Esta tendência suscita preocupações entre os defensores da segurança rodoviária, que sublinham a importância de regulamentos claros e da educação sobre os perigos de conduzir sob a influência.
Desafios regulamentares e segurança rodoviária
Com cada vez mais estados a legalizarem a canábis, as forças da ordem enfrentam desafios na deteção da incapacidade. Ao contrário do álcool, que pode ser medido com um bafómetro, a incapacidade de consumir canábis é mais difícil de quantificar devido à forma como o THC é metabolizado no corpo. Os decisores políticos estão agora a trabalhar em novos métodos de teste e campanhas de sensibilização para garantir a segurança rodoviária.
Conclusão
À medida que o consumo de canábis se generaliza, é crucial para a segurança pública compreender os seus efeitos na condução. Os investigadores sublinham a necessidade de mais estudos e campanhas educativas para corrigir as ideias erradas sobre a condução sob o efeito da cannabis. Entretanto, os especialistas desaconselham vivamente a condução sob a influência da cannabis, uma vez que mesmo uma ligeira diminuição da capacidade de condução pode ter consequências graves.
Para mais informações sobre o impacto da canábis em diferentes aspectos da vida, consulta os nossos artigos sobre o papel da canábis medicinal na maternidade na Nova Zelândia e um novo estudo que desmascara o estereótipo do “drogado preguiçoso”, revelando que os consumidores de canábis são mais activos, mas também consomem mais álcool e tabaco.